Apesar de ser uma das primeiras doenças documentadas, curável e com tratamento gratuito, a tuberculose ainda possui grande incidência no país. Em Salvador, há uma média de 2.100 novos casos a cada ano, tornando-se a terceira capital em número de ocorrências. Para enfrentar esse problema de saúde pública, a Secretaria Municipal da Saúde oferece atendimento ambulatorial e medicamentos aos pacientes através do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, em 73 unidades de saúde.
As atividades de prevenção e diagnóstico precoce da doença estão sendo intensificadas durante esta semana, em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, celebrado no dia 24 de março. As unidades de saúde realizam nesse período atividades educativas, palestras, salas de espera, rodas de conversa, busca ativa de sintomáticos respiratórios – sobretudo nas comunidades, no intuito de desmitificar as causas, sintomas e tratamento da tuberculose.
É importante salientar que qualquer pessoa com tosse persistente a mais de três semanas associado a febre, mesmo que baixa, suor intenso e perda de peso, deve procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e encaminhamento para realização do exame de baciloscopia (procedimento que detecta a doença através do escarro). A tuberculose é uma enfermidade infecciosa e o seu tratamento dura geralmente, seis meses e não pode ser interrompido.
De acordo o Ministério da Saúde, a principal dificuldade para a cura é o abandono do tratamento, além de ser mais frequente na população que vive em condições desfavoráveis de moradia e alimentação. No país, a tuberculose representa a quarta causa de óbitos por doenças infecciosas.
Tuberculose
É uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria – bacilo de Koch – que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados.
Como se transmite?
A transmissão é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo, contaminando-o. Somente 5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença. Pessoas com Aids, diabetes, insuficiência renal crônica (IRA), desnutridas, idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes são mais propensos a contrair a tuberculose.