O Carnaval de Salvador 2026 se encerra com um balanço que reafirma a capacidade técnica, organizacional e operacional da rede municipal de saúde. Entre 5h da quinta-feira (12) e 5h desta quarta-feira (18), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou 5.047 atendimentos ao longo dos seis dias oficiais de festa.
Desse total, 4.876 atendimentos foram realizados nos módulos instalados nos circuitos Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Centro Histórico). Outros 171 atendimentos ocorreram nos postos fixos do Carnaval de Bairro, localizados no Nordeste de Amaralina, Cajazeiras X e Periperi, ampliando a assistência para além dos circuitos tradicionais.
O perfil assistencial manteve-se predominantemente clínico durante toda a operação. Foram 4.118 ocorrências dessa natureza, o equivalente a 81,6% do total. As principais causas estiveram relacionadas a intercorrências típicas de eventos de grande porte, como intoxicação alcoólica (463 casos), dor em membros inferiores (418), cefaleia (388) e, náuseas e vômitos (354). As ocorrências por agressão física somaram 341 registros no período.
A resolutividade permaneceu como marca da operação. Apenas 181 pacientes necessitaram de transferência, o que representa 3,6% do total de atendimentos. Isso significa que 96,4% dos casos foram solucionados nos módulos instalados, , de forma ágil, oportuna e com qualidade no atendimento aos foliões. Cabe destacar que 57% das transferências foram realizadas para as unidades da rede própria municipal
A estrutura montada pela Prefeitura contou com 168 leitos distribuídos estrategicamente, sendo 155 leitos convencionais e 13 leitos de estabilização, nos Circuitos e Carnaval nos Bairros.
Mais de 30 ambulâncias do SAMU operaram diariamente nos circuitos, integradas a uma força-tarefa composta por sete equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais, médicos plantonistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, assistentes sociais, psicólogos e profissionais de regulação, além das equipes administrativas, de apoio logístico, de tecnologia da informação, manutenção, abastecimento e gestão de insumos. Uma estrutura multiprofissional articulada para garantir resposta rápida, acolhimento qualificado e continuidade do cuidado durante toda a operação. Ao todo, mais de três mil profissionais estiveram mobilizados ao longo da festa.
Para o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, o resultado é fruto de planejamento técnico e monitoramento permanente. “Encerramos o Carnaval com mais de cinco mil atendimentos realizados e mantendo mais de 96% dos casos solucionados pela própria rede municipal. Trabalhamos com acompanhamento em tempo real, análise diária dos dados e integração total das equipes. Esse desempenho demonstra organização, preparo técnico e capacidade de resposta compatível com a maior festa popular do mundo”, afirmou.
O balanço final consolida uma operação baseada em dados, planejamento prévio e presença permanente nos circuitos. Durante seis dias de intensa movimentação, a saúde pública municipal funcionou como suporte essencial para que a cidade celebrasse com segurança assistencial e responsabilidade sanitária.