Dia Municipal da Mulher Negra: SMS promove seminário sobre violência de gênero e racismo

A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS), por meio do Campo Temático Saúde da População Negra, promoveu um seminário especial em alusão ao Dia Municipal da Mulher Negra, com o tema “Violência contra as mulheres e racismo”. O encontro foi realizado no auditório da Escola Baiana de Saúde Pública – Campus Cabula.

A atividade integrou o calendário de ações do mês de julho, período que marca as lutas e conquistas das mulheres negras na promoção da equidade e no enfrentamento ao racismo, tendo como referência o Dia Municipal da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho.

A programação abordou temas fundamentais para o enfrentamento das desigualdades de gênero e raça no acesso à saúde, como o panorama epidemiológico da violência contra mulheres negras no município, o acolhimento em casos de violência sexual nos serviços de saúde e os cuidados direcionados às mulheres em situação de rua. A proposta do seminário foi fomentar o debate sobre as intersecções entre racismo e violência de gênero, promovendo a qualificação dos profissionais de saúde para o cuidado com as mulheres negras em Salvador.

A iniciativa reafirma o compromisso da gestão municipal no combate ao racismo institucional e à violência de gênero, fortalecendo a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e promovendo o acesso à saúde com equidade.

Joana Carvalho, técnica do Campo Temático de Saúde da População Negra, destacou a gravidade do cenário de violência. “Quando analisamos os dados epidemiológicos, vemos que as mulheres negras são as maiores vítimas de violência de gênero e feminicídio. É urgente compreender a interseção entre racismo e violência para desenvolver políticas públicas mais efetivas, inclusive no serviço de saúde”.

Já Manuela Brito, da chefia de Equidade da SMS, ressaltou a relevância da atividade. “Estamos na quarta edição deste evento, que teve uma pausa durante a pandemia. É uma ação essencial, principalmente em uma cidade como Salvador, onde 84% da população se autodeclara preta ou parda — e, em sua maioria, mulheres. Mulheres negras são chefes de família, enfrentam sobrecargas e barreiras marcadas pelo racismo institucional e interpessoal. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos a essas vivências e ofereçam um atendimento com sensibilidade, acolhimento e, acima de tudo, com equidade.”

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