Folia com responsabilidade: SMS dá dicas sobre o consumo moderado de bebidas alcoólicas e prevenção de acidentes ortopédicos

Uma das principais causas de atendimento no carnaval é a intoxicação por consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Nos dois primeiros dias de folia foram registrados 94 casos nos módulos de saúde espalhados em todos os circuitos, sendo o segundo maior motivo de atendimento. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador alerta para o cuidado necessário com a ingestão dessas bebidas.

O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Ivan Paiva, alerta para a necessidade de hidratação e o consumo consciente. “É importante que as pessoas estejam em alerta à hidratação, que é a principal aliada para inibir os efeitos exacerbados que o álcool provoca no nosso organismo, como uma possível desidratação associada a náuseas e vômitos, ou até mesmo o ‘coma alcoólico’ quando o folião chega completamente desacordado nas unidades”.

Culturalmente, álcool e folia estão sempre presentes no carnaval, e o segredo é moderar na quantidade, além de não associar o consumo com outras drogas ou energéticos, e intercalar sempre com outros líquidos como água, água de coco ou suco natural. Manter uma boa alimentação também é uma aliada importante para curtir a folia com menos preocupação.

Cuidados ortopédicos – O circuito Barra/Ondina está liderando o número de casos ortopédicos desde o início do carnaval. Dos 89 atendimentos registrados entre quinta e sexta-feira, 75 ocorreram neste circuito. O uso de calçados de salto e sandálias rasteiras pode aumentar o risco de acidentes, principalmente quando há grande concentração de pessoas nas ruas.

Ivan Paiva destaca que o conforto e segurança dos pés são fundamentais, uma vez que se passa a maior parte do tempo em pé e em movimento. Assim, calçados apertados devem ser evitados, optando por sapatos fechados e solado antiderrapante. “Isto evita o desconforto e dores locais, além de prevenir a formação de bolhas, calos, unhas encravadas e entorses”, avalia.

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