Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS
Entre a expectativa pela chegada de um filho, o trabalho de parto, o nascimento do bebê, os desafios do puerpério, os atendimentos neonatais e as consultas pediátricas, mães, pais e familiares ajudam a contar a história dos primeiros seis meses da Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches, na Federação.
Inaugurada pela Prefeitura de Salvador em abril, a unidade completa seis meses nesta sexta-feira (16), após alcançar, no fim de setembro, a marca de mil partos realizados. Nesse período, o hospital registrou mais de 1,5 mil internações obstétricas e 488 pediátricas, com a oferta de pronto atendimento obstétrico e pediátrico.
Para Janaína Cruz, de 32 anos, mãe de Cecília, nascida há dois dias, a relação com a maternidade começou antes do parto. Durante o pré-natal, ela buscou informações sobre a unidade e, com a orientação da equipe do posto de saúde, participou de uma visita de vinculação, oportunidade em que conheceu os espaços e decidiu ter a filha no local.
“A gente conheceu a maternidade toda, eu me apaixonei e decidi vir para cá”, conta Janaína. Em recuperação de uma cesariana, ela destaca o acompanhamento recebido: “Está tudo muito bem feito. Estou bem acompanhada e recebendo os medicamentos para não sentir tanto incômodo”. Ao lado da mamãe e da bebê, o pai, Adailton Conceição, também ressalta o acolhimento desde a chegada à emergência: “Eu gostei muito. As médicas foram super atenciosas, tudo muito bem cuidado”.
Segundo o gerente da maternidade, João Brito Neto, os resultados acompanham a implantação dos serviços e o crescimento da procura pelo equipamento. “Atualmente, estamos triplicando o volume de atendimento em comparação a dois meses atrás”, afirma Brito. O gerente explica que o início das atividades teve um movimento menor, próprio da implantação de uma nova unidade de saúde, e que a demanda cresceu à medida que os serviços foram estruturados.
Assistência especializada – Além das internações obstétricas e pediátricas, a maternidade dispõe de UTIs materna e neonatal. De acordo com Brito, a ocupação desses leitos se aproxima de 90%, e a estrutura permite oferecer retaguarda a pacientes que precisam de assistência especializada.
Entre os casos que marcaram os primeiros meses, o gerente recorda o atendimento a uma gestante de trigêmeos encaminhada do sul da Bahia por falta de leitos e suporte na região de origem. Segundo ele, a mãe foi acolhida pela equipe e, após o nascimento, nem ela nem os bebês precisaram de UTI.
A unidade também recebe famílias que enfrentam períodos mais longos de internação, inclusive pacientes de outros municípios da Bahia. É o caso da dona de casa Mônica Marques, de 40 anos, que acompanha a filha há dez dias, após transferência por regulação de Feira de Santana, em razão de um quadro de infecções recorrentes. Enquanto aguarda a evolução do tratamento, Mônica destaca a recepção e o cuidado dos profissionais. “Eu fiquei encantada quando cheguei, com a recepção e o cuidado. Os profissionais são muito atenciosos”, afirma a dona de casa.
Terapia Assistida por Animais – Na ala pediátrica, a presença da cadela Diana traz momentos de interação e descontração para as crianças. A visita integra a Terapia Assistida por Animais, conhecida como cão-terapia, realizada uma vez por mês na unidade, segundo a tutora Malu Maciel.
Malu explica que a participação da cadela ajuda a envolver as crianças nas atividades conduzidas pelas equipes de fisioterapia e psicologia, além de trazer leveza à rotina de internação. “As crianças ficam muito mais felizes. A gente consegue um engajamento muito legal nas atividades e também trazer uma leveza para o ambiente hospitalar, uma humanização, uma proximidade de casa”, relata a tutora.
Para Patrícia Lima, que acompanha o filho internado com pneumonia, a visita de Diana foi uma oportunidade de vê-lo interagir e se distrair durante o tratamento. “A gente não costuma ver um animal no ambiente hospitalar. É um momento de descontração, de distração, de interação. Ele adora”, conta Patrícia.
Exames para a rede – A atuação da MHC também alcança pacientes da rede municipal que precisam de exames. Nos primeiros seis meses, o centro de diagnóstico por imagem realizou mais de 900 ressonâncias magnéticas, mais de 900 tomografias, mais de 2 mil ultrassonografias e mais de 2 mil mamografias, conforme o gerente. “A gente atende, além dos nossos pacientes internados, a demanda da rede do município de Salvador”, explica Brito.
O hospital conta ainda com laboratório em funcionamento 24 horas. Segundo o gestor, a unidade também oferece exames laboratoriais e de raio-X por demanda aberta à população.
Primeira maternidade da rede municipal de Salvador, a MHC foi entregue com investimento superior a R$ 154 milhões e estrutura de 198 leitos. O complexo reúne maternidade, hospital da criança, hospital dia e centro de bioimagem, ampliando a assistência a mães e crianças e a oferta de apoio diagnóstico.